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Febre Tifóide

Febre Tifóide

A febre tifóide tem distribuição mundial e está associada a baixos níveis sócio-econômicos, principalmente a precárias condições de saneamento.

A Febre Tifóide é uma doença bacteriana aguda que apresenta-se geralmente com febre alta, cefaléia (dor de cabeça), mal-estar geral, anorexia (falta de apetite), bradicardia relativa (diminuição dos batimentos cardíacos por dissociação pulso-temperatura, conhecida como Sinal de Faget), esplenomegalia (aumento do baço), manchas rosadas no tronco (roséola tífica), obstipação intestinal (prisão de ventre) ou diarréia e tosse seca.
A administração intempestiva de antibioticoterapia mascara o quadro clínico, impedindo o diagnóstico precoce.

O Agente etiológico da febre tifóide é a Salmonella typhi, bactéria gram negativa; que usa o homem doente ou portador assintomático.

A transmissão se dá através da ingestão de água e moluscos, assim como do leite e derivados, principais alimentos responsáveis pela sua transmissão. A contaminação de alimentos, geralmente, é feita por portadores ou pacientes pouco sintomáticos, sendo por isso a febre tifóide conhecida como a doença das mãos sujas. Raramente as moscas participam da transmissão.

O período de incubação, entre o contato com a bactéria e o início dos sintomas é de 2 (duas) semanas.

A transmissibilidade se mantém enquanto existirem bacilos sendo eliminados nas fezes ou urina, o que ocorre, geralmente, desde a primeira semana da doença até o fim dos sintomas. Sabe-se que cerca de 10% dos pacientes continuam eliminando bacilos até 3 meses após o início da doença .

A existência de portadores é de extrema importância na epidemiologia da doença: 2 a 5% dos pacientes após a cura, principalmente mulheres adultas, continuam eliminando S. typhi por períodos maiores, constituindo-se nos chamados portadores.

Casos graves podem apresentar hemorragia intestinal e, mais raramente, perfuração intestinal.

A vacina contra a Febre tifóide é composta por polissacarídeos da cápsula da bactéria (Salmonella typhi), fenol, cloreto de sódio, fosfato dissódico diidratado, fosfato monossódico diidratado e água para injeção.

Trata-se de vacina inativada, portanto, não tem como causar a doença.

Indicação:

Crianças a partir de 2 anos de idade, adolescentes e adultos que viajam para áreas de alta incidência da doença, em situações específicas de longa permanência e após análise médica criteriosa.
Profissionais que lidam com águas contaminadas e dejetos.

Países de recomendação vacina febre tifóide: África, América Central e Sul, Ásia, Indonésia, Índia

Contraindicação:

Hipersensibilidade conhecida a qualquer um dos componentes da vacina.

Esquema de doses:

Uma dose. A vacina confere proteção por três anos, de modo que a revacinação pode ser recomendada após este período, se o risco de adoecimento persistir ou retornar.

Via de aplicação:

Intramuscular ou subcutânea.

Cuidados antes, durante e após a vacinação:

  • Em caso de febre recomenda-se adiar a vacinação até a melhora.
  • Não são necessários cuidados especiais antes da vacinação.
  • Compressas frias aliviam a reação no local da aplicação. Em casos mais intensos, pode ser usada medicação para dor, sob recomendação médica.
  • Qualquer sintoma grave e/ou inesperado após a vacinação deve ser notificado ao serviço que a realizou.
  • Sintomas de eventos adversos persistentes, que se prolongam por mais de 72 horas (dependendo do sintoma), devem ser investigados para verificação de outras causas.

Efeitos e eventos adversos:

A vacina febre tifoide causa poucas reações, sendo as mais frequentes relacionadas com o local da aplicação: dor, em 3,6% a 9,4% dos vacinados; vermelhidão, em 2,4% a 5,4%; inchaço, em 1,7% a 1,8%. Outras possíveis reações: febre, em 1,5% a 16,2%; dor de cabeça, em 10% a 7,8%; mal-estar, em 0,9% a 4%; náuseas, em 2,1% a 5%; e coceira, em 1,7% a 1,8%.

A vacina contra Febre Tifóide está disponível em nossa sala de vacinas. Informe-se com nossa enfermeira.

Fonte:
Doenças Infecciosas e Parasitárias: Guia de Bolso, Volume 1, 3ª edição, pág. 31 – Ministério da Saúde Brasília/DF – junho 2004
http://familia.sbim.org.br/vacinas/vacinas-disponiveis/66-vacina-febre-tifoide

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